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O DIA DE PENTECOSTES

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Atos 2: 1 “Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; 2 E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. 3 Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem”.

 

A festa de pentecostes era uma das três festas obrigatórias dos judeus. A primeira era a Páscoa, a segunda era o Pentecostes a terceira era a festa dos tabernáculos.

 

 

A princípio, era uma festa agrária também chamada de festa das primícias pela celebração do início da colheita. Posteriormente, veio, também ser a comemoração da entrega da aliança que teria se dado cinqüenta dias após o êxodo.

Não podemos negar que no pentecostes cristão, também estão presentes os elementos do Pentecostes judaico. Com certeza no pentecostes, começa uma grande colheita. Também, não podemos nos esquecer que a nova aliança de Deus já não é escrita em tábuas de pedras, mas em nosso coração. Finalmente, a alegria que deveria ser a tônica no pentecostes judaico extravasa no derramamento do Espírito Santo sobre a Igreja.

FOI O FIM DO COMEÇO E O COMEÇO DO FIM.

2. 17. E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne. O derramamento do Espírito no dia de Pentecostes é início e fim. É o fim da antiga aliança e o surgimento de uma nova. É o fim de uma velha era e o início de uma nova. O que era escrito em pedras agora é escrito no coração. O povo de Deus agora já não é uma questão de raça (ser judeu) mas de roça (é a colheita do Espírito Santo que semeia a palavra no coração do homem) . Israel já não é o limite do arraial do povo de Deus.

No Pentecostes, ao citar o profeta Joel, Pedro deixa bem claro: o fim já começou há muito tempo.

A compreensão de que o pentecostes marca o tempo do fim e o fim dos tempos, traz para nós duas aplicações. A primeira, é que somos chamados à vigilância, pois o fim se abrevia, o tempo da nossa partida para chegarmos enfim à nossa Canaã está cada dia mais próximo. A segunda é que devemos repreender todo espírito de alvoroço e de confusão daqueles que querem conhecer os tempos e épocas que Deus reservou para si. Com expectativa, mas sem ansiedade; com certeza no coração, mas, sem confusão na mente.

Desprezemos os cálculos, as estimativas, as projeções e nos firmemos na certeza de que a Vinda do Senhor se abrevia, visto que a igreja o aguarda desde o dia de pentecostes.

 

FOI O ESPERADO ACONTECENDO INESPERADAMENTE.

É muito interessante observar que Lucas diz no capítulo 1.4, que os discípulos deveriam esperar em Jerusalém o tempo da promessa. Para no capítulo 2.2, falar do de repente do Espírito Santo.

Eles esperavam mas não sabiam quando. Eles tinham a certeza, não a previsão.

O Espírito Santo não é companheiro de encontros programados, de horas marcadas anunciadas em cartazes e divulgados em todos os lugares.

Ele vem quando não esperamos. E não vem da forma que esperamos.

Quem quiser andar com o Espírito tem que estar preparado para surpresas, para o inesperado.

Ele nunca falha com as suas promessas, mas nunca fará o que nós esperamos nem quando esperamos.

 

FOI O INCONTROLÁVEL SENDO CONDUZIDO.

Quando o Espírito Santo vem ninguém se controla. Mas ele controla a todos. Naquela hora ninguém escolheu nem determinou os seus atos. Mas ninguém estava sem controle. O Espírito Santo controlava a todos. Era conforme o Espírito Santo concedia. Ser cheio do Espírito Santo não é ser como um trem desgovernado ou um avião sem piloto. Ser cheio do Espírito Santo é ser conduzido por ele que na sua soberania faz o que quer quando quer e como quer.

Talvez, uma das passagens, mais mal interpretadas das Escrituras seja aquela de II Coríntios 3.17, que diz: Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. Se observarmos atentamente o contexto, o texto não está falando de que a presença do Espírito Santo permite a cada um fazer o que quiser, mas que a presença do Espírito Santo tira o véu da nossa face para que possamos conhecer a Cristo.

Quando o Espírito Santo vem, perdemos o controle, mas não ficamos descontrolados. Ele está soberanamente no controle.

Era o sobrenatural enchendo natural.

A experiência de ser visitado pelo Espírito Santo é a mais fascinante experiência do ser humano. É ser invadido por uma alegria desmedida; é ser tomado por um poder incomparável; é ser seduzido por uma glória irresistível, é ser inundado por uma onda de amor jamais experimentado. É ser transformado para sendo o mesmo nunca mais ser igual.

Naquele dia, foi isso o que aconteceu com aqueles homens e mulheres. Pedro ainda era Pedro, mas já não era o que foi. O medo deu lugar a coragem. O rude pescador era o grande pregador.

O Espírito Santo deu àqueles homens a estatura que não tinham e os projetou a dimensão que nunca sonharam.

Pelo poder do Espírito, revolucionaram o mundo, transformaram o mundo.

 

CONCLUSÃO:

Como muito bem apontou John Stott, o Pentecostes é um evento único e que não se repetirá mais, como foi o nascimento, morte e ressurreição de Cristo, mas os seus efeitos são permanentes. Podemos crer que assim como a promessa do Espírito se cumpriu dando início aos últimos dias, podemos crer e esperar a vinda de Cristo no grande e glorioso dia.

Podemos ainda hoje, crer que a qualquer momento Ele pode vir sobre nós e nos encher do seu poder e glória. Podemos crer, que Ele na sua soberania fará em nós conforme lhe apraz. Nunca saberemos como e quando. Pode ser na cozinha lavando a louça, pode ser no trânsito dirigindo o carro, pode ser no quarto orando, pode ser na igreja louvando.

Nunca saberemos como será, mas de uma coisa nós sabemos, será maravilhoso. Finalmente, podemos crer, que a despeito das nossas limitações. O finito é tomado pelo infinito; que o temporário é tomado pelo que é perene; que o fraco é invadido pelo Todo-poderoso; o tangível pelo intangível; o imanente pelo transcendente; o mortal pelo imortal; o visível pelo invisível; o contaminado pelo incontaminado e que é Santo, Santo, Santo; o pó e a cinza pelo eternamente glorioso e sublime. Podemos crer, que eu, que você, que nós, podemos ser tão cheios do Espírito Santo a ponto de transbordar continuamente como foram os discípulos. Pois Deus não nos dá o Espírito com limitações.

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